A viagem foi curta até à quinta. Não conseguia acreditar que tinham remodelado aqueles edifícios todos e os tinham transformado em hotel. A quinta é lindíssima, mas o investimento deve ter sido alto. Quando lá chegamos fiquei boquiaberto. A casa principal continuava a mesma. Os jardins finalmente tinham a atenção que mereciam e a Rebeca vivia na antiga cabana dos caseiros. Quem diria? Saí do carro para ver melhor o que a minha mente não queria acreditar. A Rebeca ficou ao meu lado a explicar-me como tudo funcionava. Depois despediu-se de mim e acompanhou-me até ao carro. Quando estava mesmo a entrar no carro, perguntei-lhe:
“Não vieste embora por minha causa, pois não?”
(esbocei um sorriso) “És sempre tão egocêntrico?”
“Egocêntrico... eu?! Não, porquê?”
“Passou-se tanta coisa no jantar, aborreci-me com a minha irmã, disse que estava cansada e tu só consegues pensar que vim embora por tua causa...”
Urso... grande urso! És tão tanso!... Céus... um buraco agora fazia jeito. Muito procurei o buraco, mas ele não estava disponível para me receber. Bem... respira fundo e desenrasca-te.
“Tens razão estou a ser egocêntrico! Aliás, estou a ser um completo parvo! Olha, que tal deixarmos esta conversa para outro dia?”
“É melhor!... Estamos os dois cansados e... é melhor.”
Rimo-nos e despedimo-nos com um abraço e um beijo. O Xavier desejou-me as boas noites com um lindo sorriso, deixando no ar a promessa de um novo encontro.





